Segunda-feira, Setembro 26, 2005
ALGUMA COISA NO AR
A pipoca mais deliciosa que eu vi este ano: Uma Garota Encantada. Picaretagem, escracho, vagabundisse e comédia em doses homéricas. E Anne Hathaway.
Ella Enchanted, 2004, de Tommy O'Haver   
posted by tobey, an acer at 11:40 PM
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Terça-feira, Setembro 13, 2005
CADA UM VIVE COMO PODE/QUER
Não faltam boas idéias em Horror em Amityville, pois, nos momentos de força, o diretor parece, sabiamente, querer brincar com o filme de terror. Temos um prólogo certamente eficaz, no qual edição (de videoclipe) e som atuam como construtores de imagem, história e clima. Depois de uns vinte, trinta minutos de projeção, aparece uma babá gostosona, felina, drogada e com calor, que é (guardadas as devidas proporções) a perfeita anarquia do gênero a que cabe esta produção. Além de funcionar, a princípio, como um bem vindo contraponto de clima, desmontando expectativas, a personagem é uma deusa atéia e diaba em um mundo de zonas religiosas bem definidas. É ela quem conta historinha para criança dormir (no caso, o passado da própria casa). Em dado momento ela grita três vezes e, novamente, a montagem constrói. É punida, claro, porque é gostosa e diaba. Não faltam, ainda, bons diálogos, simples e cínicos, ao personagem de Ryan Reynolds, com boa presença na tela e, por fim, (uns dois) ângulos e enquadramentos que servem, construindo interessante relação entre medo e espaço (em uma cena passada no banheiro).
Pena que o resto se resuma a lugares comuns: pressa, barulho em hora errada e idéias repetitivas. A ficar de olho neste diretor.
The Amityville Horror 
de Andrew Douglas. Roteiro de Scott Kosar, baseado em livro de Jay Anson. Ryan Reynolds, Melissa George, Philip Baker Hall, Jesse James, Jimmy Bennett, Chloe Moretz, Rachel Nichols. 89 minutos. EUA/2005.
Visto no Raposo Shopping, SP, Setembro/2005
posted by tobey, an acer at 11:49 PM
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Segunda-feira, Setembro 05, 2005
FECHADO PARA BALANÇO
Não se deixe enganar pela foto.
Na linha forte entre a voz e o escracho estão os irmãos Farrelly, autores de algumas das melhores comédias americanas recentes e cuja moral se firmou ao longo dos anos, demonstrando autenticidade e real gosto por todos aqueles desajustados e outsiders retratados em suas películas, tirando qualquer dúvida sobre possível conteúdo fascista (talvez melhor, escatológico gratuito). Eis que vemos este Amor em Jogo, que mais parece um produto feito por encomenda e que sequer apresenta um simples empenho para dizer algo sobre o mundo que não o óbvio.
Aliás, o único mundo a que serve é aquele das comédias românticas habituais, no qual tudo está no lugar que os produtores esperam que esteja. A música até sobe no momento "de emoção". Não há a marca dos Farrelly, pois as quase inexistentes piadas "de banheiro" estão deslocadas e não fazem o menor sentido com todo restante. De Nick Hornby há apenas assuntos e dilemas mal explorados (levando em conta as possibilidades, e não comparando com o resto do mercado), uma vez que o desenvolvimento narrativo segue uma linha previamente calculada.
O fio condutor da história propõe uma discussão sobre a aceitação de um outro em sua vida. Como aceitar (e conseguir) o ajuste de diferenças? Como chegar a este resto? Como alcançar a harmonia? Amor em Jogo se utiliza de dois opostos banais (uma profissional bem sucedida e um professor - que seria o profissional não tão bem sucedido - de matemática atrapalhado e fanático por baseball) para não chegar a conclusão alguma sobre nada que não seja o óbvio em qualquer produto que se destaque do cinema.
Nada aqui é mais aceitável que a docura dos protagonistas. Mesmo de embalagem honesta, em se tratando de irmãos Farrelly é quase uma vergonha, se não fosse curto e minimamente simpático e ok.
Fever Pitch 
de Bobby Farrelly e Peter Farrelly. Roteiro de Lowell Ganz e Babaloo Mandel, baseado em livro homônimo de Nick Hornby. Drew Barrymore, Jimmy Fallon, Jason Spevack, Jack Kehler, Scott Severance, Jessamy Finet, Maureen Keiller, Lenny Clarke, Ione Skye. 103 minutos. EUA, 2005.
Visto no HSBC Belas Artes/Sala Carmen Miranda, SP, Setembro/2005
posted by tobey, an acer at 1:20 AM
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