THE BRIDGE


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  1. Nossa Música
  2. Um Filme Falado
  3. A Menina Santa
  4. O Amigo de Minha Amiga
  5. Desejo e Obsessão
  6. Closer - Perto Demais
  7. Lila Diz
  8. Uma Garota Encantada
  9. A Vida Marinha com Steve Zissou
  10. Exílios
  11. Brown Bunny
  12. Bom Dia, Noite
  13. Harmada
  14. Be Cool - O Outro Nome do Jogo
  15. Vida de Menina

piores de 2005

  1. Herói
  2. O Clã das Adagas Voadoras
  3. Casa Vazia
  4. A Ilha
  5. Confidências Muito Íntimas
  6. Entrando numa Fria Maior Ainda
  7. 9 Canções
  8. Oldboy
  9. A Outra Face da Raiva
  10. Quanto Vale ou É por Quilo?


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Quinta-feira, Outubro 20, 2005
MAIS UM INÍCIO

Minha programação para os primeiros dois dias da 29a. Mostra BR de Cinema. Nos domingos não assistirei nada, pois o trabalho me chama. Os outros dias ainda estão nebulosos, pois tive de deixar muita coisa de fora (tipo Election, o que é um absurdo). Então, alguma coisa tem de ser feita. De início:

21/09 - Sexta

18h50 - Winter Soldier, de Winterfilm Collective (45) - Vitrine 2
21h50 - Good Night and Good Luck, de George Clooney (06) - Arteplex 1

22/09 - Sábado

14h10 - Os Atores do Teatro Queimado, de Rithy Panh (104) - Vitrine 1
18h10 - Além do Azul Selvagem, de Werner Herzog (69) - Arteplex 1
20h20 - Espelho Mágico, de Manoel de Oliveira (76) - Arteplex 1
posted by tobey, an acer at 10:56 PM

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Sexta-feira, Outubro 14, 2005
O MAL DO SÉCULO



Fica difícil falar muito mal de Um Vazio no Coração, pois tive a impressão de um trabalho minimamente honesto, mas muito longe de querer ser cinema. Uma obra de arte, talvez, não no sentido de obra-prima, claro, mas de expressão artística experimental, radical e umbigo, sem intenção de querer respeitar qualquer lógica senão a da depressão momentânea do próprio realizador. Um personagem passa o dia todo trancado dentro de um quarto escuro, e é dele que ouvimos a melhor coisa do filme: uma lenda na qual o homem teria sido dividido em dois, e este seria o motivo da sua eterna busca por algo que o complete - em vão, nunca encontra. Daí vem o título. Moodysson requenta a idéia (como quando uma música melancólica acompanha um homem em um campo vazio), nunca a sustenta, pois a escatologia deste filme (sim, brincadeiras com comida, vômitos, nudez auto-explicativa, cirurgias no coração) apesar de quase nunca parecer que veio apenas para chocar, soa mais como um esboço pouco expressivo das conseqüências deste "vazio" naquela humanidade. Mas de onde ele vem? Creio que a idéia teria sido melhor exposta caso o roteiro não apontasse como culpada uma prematura (e mal situada) morte na família.



Eros é Antonioni - este sim soube mostrar, apenas acompanhando dois casais caminhando, o vazio eterno que podem ser as relações. Tudo no filme é um tanto alegórico, sensorial e lindo, com destaque para o belíssimo plano final, um traçado da interferência dos seres humanos uns nos outros. O episódio de Soderbergh até tenta, com seu humor, mas não chega a lugar algum (o que é aquele "foda-se" final?). O de Wong Kar-Wai é bem fotografado e chato.

Ett Hål i mitt hjärta
de Lukas Moodysson. Roteiro de Lukas Moodysson. Björn Almroth, Sanna Bråding, Thorsten Flinck, Goran Marjanovic. 91 minutos. Suécia/Dinamarca, 2004.

Visto em VHS, Outubro/2005

Eros
de Michelangelo Antonioni, Steven Soderbergh, Wong Kar Wai. Roteiros de Michelangelo Antonioni e Tonino Guerra, Steven Soderbergh, Wong Kar-Wai. Alan Arkin, Robert Downey Jr., Gong Li, Chang Chen, Christopher Buchholz, Regina Nemni. 104 minutos. EUA/Itália/Reino Unido/Hong Kong/China/França/Luxemburgo, 2004.

Visto no HSBC Belas Artes/Sala Cândido Portinari, SP, Outubro/2005
posted by tobey, an acer at 11:25 PM

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Sábado, Outubro 01, 2005
NASCE UMA ESPERANÇA



Quase como uma crueza narrativa, Be Cool - O Outro Nome do Jogo parece andar com as próprias pernas.

1. Suas idéias são apresentadas de um modo superior, pois F. Gary Gray dá espaço para todos os elementos (a comédia flui com leveza, a ação vem enxuta, a música ritima, os atores aparecem), imprimindo um olhar mais cotidiano que pré-requisitado;

2. Nenhuma personagem adquire tom solene, apesar da simpatia peculiar de cada um, pois o brilho maior vem do conjunto;

3. O olhar à música (às bandas pré-fabricadas, ao jabá nas emissoras de rádio, às picaretagens, em resumo) não é irônico, mas sim brincalhão, sem a menor intenção de ir além da própria picaretagem que é o filme. John Travolta e Uma Thurman em uma dança deliciosamente vagabunda é a constatação maior;

4. The Rock aqui é grande (ator), tem timing e aproveita cada centímetro do que lhe é cedido;

5. O fato desta continuação trocar o mundo do cinema pelo fonográfico ajuda a evitar o erro de 99,9 % das continuações: falta de discurso, repetição e masturbação.

6. F. Gary Gray não é tolo e soube (des)construir o humor e apresentá-lo com despretensão. Devemos uma revisão ao homem.

Be Cool
de F. Gary Gray. Roteiro de Peter Seinfeld, baseado em livro de Elmore Leonard. John Travolta, Uma Thurman, Vince Vaughn, Cedric the Entertainer, André 3000, Robert Pastorelli, Christina Milian, Paul Adelstein, Debi Mazar, Gregory Allan Williams, Harvey Keitel, Dwayne "The Rock" Johnson, James Woods. 121 minutos. EUA/2005.

Visto em VHS (Wide), Outubro/2005
posted by tobey, an acer at 4:26 PM

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A ponte entre o cinema, a vida e o que mais vier pelo caminho.