THE BRIDGE

MELHORES DE 2006

  1. Espelho Mágico
  2. Estamira
  3. Crime Delicado
  4. Sentinela
  5. Caché
  6. O Segredo de Brokeback Mountain
  7. O Sabor da Melancia
  8. Tudo em Família
  9. O Novo Mundo
  10. Aquamarine
  11. Transamérica
  12. Árido Movie
  13. Eu, Você e Todos Nós
  14. Retratos de Família
  15. A Noiva Síria
  16. Quando um Estranho Chama
  17. Roma, um Nome de Mulher
  18. As Chaves de Casa

PIORES DE 2006

  1. Araguaya - A Conspiração do Silêncio
  2. O Veneno da Madrugada
  3. O Arco
  4. Achados e Perdidos
  5. Depois Daquele Baile
  6. O Assassinato de Richard Nixon
  7. Sra. Henderson Apresenta
  8. Stay Alive - Jogo Mortal
  9. Soldado Anônimo
  10. Premonição 3
  11. Anjos do Sol
  12. Memórias de uma Gueixa
  13. Meu Amor de Verão
  14. X-Men: O Confronto Final
  15. Violação de Domicílio
  16. Feira das Vaidades
  17. Fora de Rumo
  18. O Sol de Cada Manhã
  19. Escuridão
  20. Instinto Selvagem 2


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Segunda-feira, Agosto 28, 2006
AQUILO QUE RESTA

Uma médica e um arquiteto, solitários, que começam a trocar correspondência, em virtude da chegada dele à casa da qual ela acabou de se mudar. Mas ela está em 2006; ele, em 2004.

Um filme de romance com frescor suficiente para levantar questões e provocar reflexões em seus dez, quinze primeiros minutos, hoje em dia, já seria motivo de atenção imediata. Porque para além de um filme de gênero bem feito, A Casa do Lago é um filme de valores, mas também de idéias (morais e cinematográficas) e de inversões. Os elementos parecem pintar, de cara, um quadro nostálgico.

A música (de Rachel Portman, aliás, que eu adoro) está lá, acompanhando os elegantes planos, cortes, Kate, Alex e a caixa de correio. E, desde o início (e no início), apresentados de forma intensa. Dois tempos mesclados, não apenas introduzindo a estória que será contada como também levando o espectador a entender suas ambições, suas intenções, seus valores, para depois, em tempo presente (na segunda parte do filme), explicar tudo, como que substituindo flashbacks (um dos elementos fantásticos muito bem resolvidos do roteiro).



Essa noção de entrega imediata é estabelecida pelos pequenos gestos que o casal vai trocando ao longo do primeiro ato, sempre com palavras, gentilezas, que remetem à essência, ao infinito e à validade de certas coisas na vida. Vale lembrar que Keanu Reeves e Sandra Bullock, talvez, nunca estiveram tão bem em cena.

Apesar dessa opção (certeira) de traçar linhas no chão - o que, involuntariamente, acaba se transformando na melhor parte -, Agresti consegue manter a atenção também para o restante (tratando de tempo, coincidências e interações, com bons diálogos), mesmo que o subplot do pai da personagem de Reeves, por exemplo, funcione bem pouco.

O senso de eternidade, contudo, justificaria sozinho A Casa do Lago.

The Lake House
de Alejandro Agresti. Roteiro de David Auburn, baseado em roteiro de Ji-na Yeo e Eun-Jeong Kim. Sandra Bullock, Keanu Reeves, Shohreh Aghdashloo, Christopher Plummer. 105 minutos. EUA, 2006.

Visto no Raposo Shopping 2, SP, Agosto/2006



posted by tobey, an acer at 2:01 AM

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Quarta-feira, Agosto 23, 2006
VAMOS FALAR DE SUPERFÍCIE

Eu tinha cinco motivos para ver Sentinela:

1 - Eva Longoria;
2 - O pôster;
3 - Fracasso de público nos EUA;
4 - Fracasso de crítica nos EUA;
5 - Bola preta na Folha.

E lá fui eu.



Se fosse um filme "comum", diria que a decupagem é das piores que vi no ano. Mas esse suspense é, desde o (inacreditável) zoom de apresentação da personagem de Michael Douglas, uma picaretagem assumida. Diretor, montador e editores de som em sintonia para que o exercício de tensão funcione sem qualquer frescura, firula ou respiro.

A trama é daquelas político-conspiratórias, em versão amena e apolitizada (reparar naqueles planos mirabolantes para filmar uma bandeira dos EUA... pela metade!). Douglas é um agente especial da Casa Branca envolvido em um assassinato. Há um detalhe importante, revelado logo no início: ele tem um caso amoroso (ultra-secreto) com alguém importante. Importante porque seu desfecho representa um momento maior de verossimilhança em relação ao conjunto, que o filme tinha de assumir para manter sua integridade, sua proposta.

O roteiro simples, por vezes absurdo, fanfarrão, privilegia o mínimo de reviravoltas, ganhando dos atores a legitimação necessária para seu descomprometimento com o onipresente. É o que é.

Clark Johnson fez muita tv (e, isoladamente, os movimentos da câmera talvez não fizessem efeito), mas, mesmo inconscientemente, fez um filme em que todas as partes se completam para brincar com o gênero, desde a trilha (ótima) subindo ao mostrar os sorrisos de presidente e primeira-dama, até os cortes rápidos (e não frenéticos) que ajudam a construir somente a profundidade necessária para os conflitos existentes na superfície, aqueles poucos que Sentinela, desde o início, compra, sem vergonha.

The Sentinel
de Clark Johnson. Roteiro de George Nolfi, baseado em livro de Gerald Petievich. Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Eva Longoria, Kim Basinger, Martin Donovan, David Rasche. 108 minutos. EUA, 2006.

Visto no Raposo Shopping 1, SP, Agosto/2006



posted by tobey, an acer at 1:11 AM

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Segunda-feira, Agosto 21, 2006
CONTAGEM REGRESSIVA

4. 3.

2. 1.




posted by tobey, an acer at 1:18 PM

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Quinta-feira, Agosto 03, 2006
FILMES DE JULHO/2006

Foi a maior correria da minha vida; então, poucos filmes. Entre vistos e revistos:

A Ostra e o Vento (1997, Walter Lima Jr.)
A Maçã (1998, Samira Makhmalbaf)
Quase Nada (2000, Sérgio Rezende)
Filme de Amor (2003, Julio Bressane)
Houve uma Vez Dois Verões (2003, Jorge Furtado)
Através de um Espelho (1961, Ingmar Bergman)
Last Days (2005, Gus Van Sant)
Prelúdio para Matar (1975, Dario Argento)
Separados pelo Casamento (2006, Peyton Reed)
Factotum - Sem Destino (2005, Bent Hamer)
O Samurai do Entardecer (2002, Yoji Yamada)
A Casa da Colina (1999, William Malone)
Premonição 3 (2006, James Wong)
Os Sem-Floresta (2006, Tim Johnson/Karey Kirkpatrick)
Bubble (2005, Steven Soderbergh)
Herencia (2001, Paula Hernández)
A Pequena Jerusalém (2005, Karin Albou)
Consumido pelo Ódio (2004, Yoichi Sai)
Em Segredo (2006, Jasmila Zbanic)



posted by tobey, an acer at 11:58 AM

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Terça-feira, Agosto 01, 2006
MAIS UNS DIAS PARA A NOSTALGIA

Set 1: Apenas o Céu e Todas as Coisas


Priscila, nossa querida Pina (foto), Ricardo (direção) e eu (direção)


Sílvia, também da foto, preparando nosso plongée


Minha querida e amada Manoela, produtora de ferro (olha a cara dela de cansadinha)


Direto das passarelas, Vivi (arte) e nossa outra incansável e insaciável produtora, Jú


O amor também é lindo: Jú e nosso braço direito, esquerdo, esquerdo e direito, Marcelo (ass. de produção)


Ator sofre: Pedro, Felipe, Tamara e Guilherme (acho que nesse momento eles ainda não estavam querendo nos matar)


Nosso Einstein, Ísis ("Acho que esses diretores são loucos!"), Tamara e Pedro (já enlouquecido)


Eu dirigindo Pedro, Guilherme e nossa louca favorita, Yara Gusman!


Agora acho que eles já estavam querendo nos matar ("Pra que que eu fui deixar o teatro!")


Pina ("Santa criatividade, só tem plongée nesse filme!")


Eu, Pina (depois de um copo de cólera) e parte da Vivi


Concentração: Jú e Manu trocando figurinhas, Vivi mandando ver, Sílvia, Pina, Ricardo e eu


Até o próximo filme.

Filmar é como comer.



posted by tobey, an acer at 12:35 PM

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A ponte entre o cinema e a vida.