THE BRIDGE

MELHORES DE 2006

  1. Espelho Mágico
  2. Estamira
  3. Crime Delicado
  4. Sentinela
  5. Caché
  6. O Segredo de Brokeback Mountain
  7. O Sabor da Melancia
  8. Tudo em Família
  9. O Novo Mundo
  10. Aquamarine
  11. Transamérica
  12. Árido Movie
  13. Eu, Você e Todos Nós
  14. Retratos de Família
  15. A Noiva Síria
  16. Quando um Estranho Chama
  17. Roma, um Nome de Mulher
  18. As Chaves de Casa

PIORES DE 2006

  1. Araguaya - A Conspiração do Silêncio
  2. O Veneno da Madrugada
  3. O Arco
  4. Achados e Perdidos
  5. Depois Daquele Baile
  6. O Assassinato de Richard Nixon
  7. Sra. Henderson Apresenta
  8. Stay Alive - Jogo Mortal
  9. Soldado Anônimo
  10. Premonição 3
  11. Anjos do Sol
  12. Memórias de uma Gueixa
  13. Meu Amor de Verão
  14. X-Men: O Confronto Final
  15. Violação de Domicílio
  16. Feira das Vaidades
  17. Fora de Rumo
  18. O Sol de Cada Manhã
  19. Escuridão
  20. Instinto Selvagem 2


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Domingo, Setembro 03, 2006
FILMES DE AGOSTO/2006

Entre vistos e revistos:

A Caverna (2005, Bruce Hunt)
A Pantera Cor-de-Rosa (2006, Shawn Levy)
Coisa Mais Linda (2005, Paulo Thiago)
Pai e Filho (2003, Aleksandr Sokurov)
A Prova (2005, John Madden)
Martha (1974, Rainer Werner Fassbinder)
Não Se Mova (2004, Sergio Castellitto)
Terapia do Amor (2005, Ben Younger)
Superman - O Retorno (2006, Bryan Singer)
Eu, Você e Todos Nós (2005, Miranda July)
Anjos do Sol (2006, Rudi Lagemann)
O Pesadelo (2005, Stephen T. Kay)
Viagem Maldita (2006, Alexandre Aja)
Tokyo-Ga (1985, Wim Wenders)
Um Presente para Helen (2004, Garry Marshall)
A Cor de um Crime (2006, Joe Roth)
Hair (1979, Milos Forman)
Príncipes e Princesas (2000, Michel Ocelot)
Intacto (2001, Juan Carlos Fresnadillo)
A Sentinela (1992, Arnaud Desplechin)
Cut - Cenas de Horror (2000, Kimble Rendall)
Café da Manhã em Plutão (2005, Neil Jordan)
O Sol, Caminhando contra o Vento (2005, Tetê Moraes)
Team America - Detonando o Mundo (2004, Trey Parker)
As Afinidades Eletivas (1996, Paolo Taviani/Vittorio Taviani)
Um Príncipe em Minha Vida (2004, Martha Coolidge)
Desventuras em Série (2004, Brad Silberling)
Intervalo Clandestino (2006, Eryk Rocha)
A Queda (1976, Ruy Guerra/Nelson Xavier)
Sob o Efeito da Água (2005, Rowan Woods)
Máfia! (Jim Abrahams)
Favela Rising (2005, Jeff Zimbalist/Matt Mochary)
Erêndira (1983, Ruy Guerra)
Os Cafajestes (1962, Ruy Guerra)
A Rotina Tem Seu Encanto (1962, Yasujiro Ozu)
A Feiticeira das Águas (1933, Kenji Mizoguchi)
Stay Alive - Jogo Mortal (2006, William Brent Bell)
O que Você Faria? (2005, Marcelo Piñeyro)
Estamira (2004, Marcos Prado)
Sentinela (2006, Clark Johnson)
A Casa do Lago (2006, Alejandro Agresti)
O Arco (2005, Kim Ki-Duk)
Obrigado por Fumar (2005, Jason Reitman)
Vamos Todos Dançar (2005, Marilyn Agrelo)
O Silêncio de Melinda (2004, Jessica Sharzer)
Elogio ao Amor (2001, Jean-Luc Godard)
O Tempo que Resta (2005, François Ozon)
One Missed Call (2003, Takashi Miike)
La Sierra (2005, Scott Dalton/Margarita Martinez)
Dr. Fantástico (1964, Stanley Kubrick)
O Diário da Princesa 2 - Casamento Real (2004, Garry Marshall)
Audition (1999, Takashi Miike)
O Joelho de Claire (1970, Eric Rohmer)
A Comédia do Poder (2006, Claude Chabrol)



posted by tobey, an acer at 11:33 AM

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Sexta-feira, Setembro 01, 2006
UM COPO, UMA MESA, UMA CADEIRA

O cinema de Audition refere-se à imagem como representação bruta de um grande sentimento de desilusão. O apego ingênuo e inconsciente a um passado que talvez esteja morto no sentido de formação, de história, de ser, pertencer (a relação do filho com os dinossauros); a possível falência do cinema enquanto processo artístico vivo, do sentido de se fazer cinema, do ofício (o amigo diretor, o propósito do teste, o propósito mecânico); a nostalgia dos tempos que foram, o sentido do tempo (as garotas alegres no bar); o processo de luto pessoal e o vazio decorrente (o pai, a garota do teste); a falta de coerência aparente de uma sociedade mergulhada na própria tristeza. Os elementos aparecem um a um nas personagens, formando um painel arquitetônico e tétrico das relações entre os seres e destes com o mundo.

Takashi Miike é o tipo de diretor que leva suas ambições ao limite. A bizarrice violenta (e a própria violência por ela mesma, crua) é sua chave radical para refletir sobre as coisas, expor suas inquietações e estabelecer seu nível de urgência. Os quadros precisos, rigorosos (muitos deles longos, distantes, contemplativos e duros), os cortes secos, num crescendo de tensão silenciosa, no momento da dor da existência como torturas, agulhas. Ao pé direito. Abandonando a todos, com a mesma frieza com a qual os apresenta, o filme continua caminhando. O sorriso de Asami ao toque do telefone é, para além do apavorante, para sempre.

Ôdishon
de Takashi Miike. Roteiro de Daisuke Tengan, baseado em livro de Ryu Murakami. Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki, Jun Kunimura, Miyuki Matsuda, Toshie Negishi, Ken Mitsuishi. 115 minutos. Japão/Coréia do Sul, 1999.

Visto em dvd (1), Agosto/2006.



posted by tobey, an acer at 1:11 PM

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A ponte entre o cinema e a vida.