THE BRIDGE


MELHORES DE 2007

  1. Ponte para Terabítia
  2. Maria
  3. Proibido Proibir
  4. Dreamgirls
  5. Pro Dia Nascer Feliz
  6. As Aventuras de Azur e Asmar


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Segunda-feira, Abril 30, 2007
UM VOTO PARA O ALFRED



Cena do ano.



posted by tobey, an acer at 11:51 PM

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Sábado, Abril 28, 2007
OUTONO, INVERNO

Só resta a mim, sagitário, nascido em 1980, imaginar o que representou, na pele daqueles que a combateram, a Ditadura Militar no Brasil. O que me parece claro em termos de mercado (sem julgamentos) não justifica o pragmatismo demasiado explorado pelo cinema nacional recente em torno do tema. Talvez somente com a rara exceção de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, talvez de forma mais radical em um filme como Batismo de Sangue. O que permanece, para além de um registro histórico (parco ou não, pouco importa aqui), é uma sensação de que alguma coisa ainda precisa, por parte de muitos, ser mostrada, analisada ou esclarecida sobre aqueles anos, não se sabe bem o quê.

Helvécio Ratton recorta o trabalho de maneira clara, com foco em frades que, em um convento no final dos anos 60, apóiam um grupo guerrilheiro. Vigiados pela polícia, logo são presos e torturados.

Premiado por seu trabalho de direção no Festival de Brasília, Ratton levanta ainda mais dúvidas sobre o impacto que a ditadura (e toda moral e questionamentos e posicionamentos que abrange) deve exercer sobre o jovem de hoje. Qual o papel de sessões de tortura, afinal é a grande questão, fielmente (creio e espero, ao menos) reconstituídas, sangrentas e explícitas, com câmera sempre pronta para um primeiro plano do torturado em sofrimento? Ao que indica em Batismo de Sangue obscuro, amarga em mim uma maneira bastante prática de, a fórceps, cobrar certo posicionamento ou respeito ou lágrima diante ou para aqueles que lutaram. Expurgar fantasmas, cicatrizar feridas, e além, parecem medir o grau de heroísmo de ontem e o quanto nós ainda teremos de aprender ou engolir pelo que politicamente representamos na sociedade de hoje.

Hipótese que ainda me parece imprópria tendo em pensamento que, em relação a todos os núcleos e elementos, em busca de uma única composição, o que melhor parece o início para uma tentativa de compreensão, não só de um passado negro como também das ações e contradições de quem o vivenciou, é a personagem de Frei Tito radicada na França. Caio Blat, seu intérprete, é, porém, maior do que o diretor lhe entrega. Há um embate entre os opostos. Entre o que a imagem mostra (ou impõe) e o que a mente abarca, entre o escatológico de uma sessão de tortura e o psicológico subseqüente do torturado. Entre o que o filme procura e o que ele representa.

Entre o que cruza Frei Tito e o impacto do plano final (esse sim, impactante), há a construção de linhas tortas, sem conclusão ou relevância; personagens que não dizem à que vieram na narrativa para permanecerem durante tanto tempo como um desserviço ao protagonista. Não só o externo atrapalha o desenvolvimento como também o tratamento insípido a detalhes instigantes sobre Tito, como o gosto pela música (o plano dele cantando, deitado no sofá, erroneamente ambíguo e de mau gosto) e sua relação com a irmã (Marcélia Cartaxo), que sempre soa exagerada e fora de sintonia.

Uma grande perda da mise-en-scène, desperdiçar a disposição dos corpos em torno da arquitetura (o que me parece uma relação bastante orgânica entre o sofrimento pelo qual Tito passou e ainda sofre e o sentimento de desilusão que então nutre pela vida) é sentida principalmente no terço final, perdendo novamente a sutileza com flashes e vozes aterradoras do passado.

Parece que Batismo de Sangue tem dificuldades em compartilhar uma época e seus sentimentos, impõe sua violência, não como um agente: para além de um ato brutal, um meio de comunicação, uma estética.

Batismo de Sangue
de Helvécio Ratton. Roteiro de Dani Patarra e Helvécio Ratton, baseado em livro de Frei Betto. Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes, Ângelo Antônio, Léo Quintão, Odilon Esteves, Marcélia Cartaxo, Marku Ribas. 110 minutos. Brasil, 2006.

Visto no Frei Caneca Unibanco Arteplex 6, SP, Abril / 2006.



posted by tobey, an acer at 7:12 PM

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Quinta-feira, Abril 19, 2007
O MUNDO É IMPERDÍVEL



Tudo o que A Estranha Perfeita parece oferecer a cada vinte minutos é uma nova invenção de si mesmo. A lógica de trabalhar com surpresas, transformadoras ou não dentro da trama, verdadeiras ou falsas em contexto de um mundo quase inóspito, é, para o filme, talvez, a única coisa que resta ao ser humano.

James Foley cria um objeto livre e imperfeito, por vezes estranho, dentro uma fórmula seguida à risca. Para o mal, resta apenas a conclusão pesada e um tanto apressada (acrescento também os flashbacks), exatamente por esvaziar o próprio discurso que a gerou. Discurso esse que, durante pouco mais de 90 minutos, permite aos atores um estado de graça fiel à despretensão com que o diretor reproduz os clichês e que representa um sentimento de mundo bastante amargo, aflito, incerto e embriagado.

Foley não poupa as peças do filme do desarmamento: a repórter em busca da verdade, o executivo poderoso e suspeito e o melhor amigo "nerd" vão se revelando, a rigor, mais do que peças de um roteiro esquemático; aos poucos, vão caindo em fortes tentações, impulsos e desejos à flor da pele, à margem da razão.

A cada fotograma, A Estranha Perfeita parece jogar com o espectador o mesmo jogo a que as personagens do filme se submetem. Infantis ou quase, conseqüências ou não, os jogos e os seres, e para além da barreira do niilismo, parecem cada vez mais próximos do mesmo plano, colados ao mesmo espaço ilimitado e indefinido da lógica (ou de uma).

Perfect Stranger
de James Foley. Roteiro de Todd Komarnicki, baseado em estória de Jon Bokenkamp. Halle Berry, Bruce Willis, Jason Antoon, Giovanni Ribisi, Daniella Van Grass. 109 minutos. EUA, 2007.

Visto no Frei Caneca Unibanco Arteplex 3, SP, Abril / 2007.

P.S.: O filme é imperdível.



posted by tobey, an acer at 11:32 PM

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Sábado, Abril 07, 2007
FILMES DE MARÇO/2007

Memórias do Subdesenvolvimento, 1968, Tomás Gutiérrez Alea
O Sertão das Memórias, 1996, José Araújo
Notas sobre um Escândalo, 2006, Richard Eyre
Precauções Diante de uma Prostituta Santa, 1970, Rainer Werner Fassbinder
Quart4 B, 2005, Marcelo Galvão
Letra e Música, 2007, Marc Lawrence
High School Musical, 2006, Kenny Ortega
Sonhos com Xangai, 2005, Wang Xiaoshuai
A Pele, 2006, Steven Shainberg
Aura, 2005, Fabián Bielinsky
As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl, 2005, Robert Rodriguez
Vênus, 2006, Roger Michell
Terráqueos, 2003, Shaun Monson
Napoleon Dynamite, 2004, Jared Hess
My Hustler, 1965, Andy Warhol
Uma Aventura no Deserto, 1998, Morgan J. Freeman
Eraserhead, 1977, David Lynch
Scoop - O Grande Furo, 2006, Woody Allen
Adeus, América, 2006, Sérgio Oksman
Você Vai Atuar Esta Noite?, 2006, Torben Skjødt Jensen / Ulf Peter Hallberg
O Cheiro do Ralo, 2006, Heitor Dhalia
O Homem de Palha, 1973, Robin Hardy
Ponte para Terabítia, 2007, Gabor Csupo
Atirador, 2007, Antoine Fuqua
300, 2006, Zack Snyder



posted by tobey, an acer at 3:45 PM

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Sexta-feira, Abril 06, 2007
A CARTA DO VENTURA

O nosso encontro vai tornar a nossa vida mais bonita por mais trinta anos.
Pela minha parte, volto mais novo e cheio de força.
Eu gostava de te oferecer 100.000 cigarros, uma dúzia de vestidos daqueles mais modernos, um automóvel, uma casinha de lava que tu tanto querias, um ramalhete de flores de quatro tostões.
Mas antes de todas as coisas bebe uma garrafa de vinho do bom, e pensa em mim.
Aqui o trabalho nunca pára. Agora somos mais de cem.
Anteontem, no meu aniversário foi altura de um longo pensamento para ti.
A carta que te levaram chegou bem? Não tive resposta tua. Fico à espera.
Todos os dias, todos os minutos, aprendo umas palavras novas, bonitas, só para nós dois. Mesmo assim à nossa medida, como um pijama de seda fina. Não queres? Só te posso chegar uma carta por mês.
Ainda sempre nada da tua mão. Fica para a próxima. Às vezes tenho medo de construir essas paredes. Eu com a picareta e o cimento. E tu, com o teu silêncio.
Uma vala tão funda que te empurra para um longo esquecimento.
Até dói cá ver estas coisas mas que não queria ver.
O teu cabelo tão lindo cai-me das mãos como erva seca.
Às vezes perco as forças e julgo que vou esquecer-me.



Saudade desse filme.



posted by tobey, an acer at 4:10 PM

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Quarta-feira, Abril 04, 2007
FILME

Minha vida de lan house finalmente terminou. Todo esse tempo sem computador me fez perceber o quanto sou dependente dessa máquina. Projetos e contatos, agora, devem seguir seu curso natural. As listas dos filmes de Janeiro e Fevereiro continuarão presas no computador antigo por motivo de força maior. E tomei uma decisão: não farei mais listas de piores do ano.

posted by tobey, an acer at 11:39 PM

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DA VIDA



É por isso que eu vou ao cinema.



posted by tobey, an acer at 11:11 PM

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A ponte entre o cinema e a vida.