THE BRIDGE


MELHORES DE 2007

  1. Ponte para Terabítia
  2. Maria
  3. Comédia do Poder
  4. Proibido Proibir
  5. Em Busca da Vida
  6. Zodíaco
  7. Dreamgirls
  8. Pro Dia Nascer Feliz
  9. Alpha Dog
  10. Eu me Chamo Elisabeth
  11. As Aventuras de Azur e Asmar


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Quarta-feira, Junho 27, 2007
LEIS DA ATRAÇÃO

Há coisas no filme que eu não entendo. Existem planos da cidade de São Paulo praticamente a cada troca de cena. E, ao mesmo tempo, porém, passagens como aquela do pai e da filha caminhando em cima do minhocão e, depois, andando de bicicleta (o que representa não só uma boa integração de corpos a um espaço, como também a afirmação de uma memória por parte das personagens e do espectador em relação à cidade). São Paulo no filme me parece muito mais um adorno do que um agente, servindo como planos de cobertura, cortando bruscamente uma história da outra, como um seriado ou telenovela.

Existe uma tese no filme que parece colada ao que vier a seguir, algo (bastante ambicioso) sobre o poder que um corpo exerce sobre os demais. Um corte brusco, em dado momento de transição, coloca os dois protagonistas como sua defesa ou exemplificação. Estes, microscópicos, não parecem, contudo, criados para justificar uma grande teoria ou provar algo a respeito de sua pequenez ou obscuridade, mas sim para questionarem-se a respeito de suas escolhas e dos caminhos que os levaram até elas, dentro desse processo de interior / exteriorização.

Existe um terceiro desencontro que é justamente com relação às personagens. Mesmo que nunca se cruzem, Pedro e Ênio foram compostos para nutrirem certas características em comum, como um certo controle pelas coisas e a busca pela redenção. Ou seja: dois blocos distintos do roteiro, duas pessoas diferentes, que caminham para um mesmo destino. Mas o que vemos, em termos de tratamento, é muito discrepante. De um lado, funcionando melhor, naturalidade por parte dos atores e no crescecendo da relação pai-filha (apesar de algum didatismo na condução dos diálogos). De outro, estereótipos, cuja função é nobre (estabelecer relações entre pessoas de diferentes origens e criações) mas cujo resultado é quase preconceituoso (a linda mulher de negócios bem-sucedida porém estressada e estúpida e, pior, um humilde marceneiro que anda devagar e, pior, tira o rg da carteira com a velocidade que uma lesma atravessa uma cozinha).

Philippe Barcinski parece em busca de certo diálogo entre as experimentações dos seus curtas (sendo A Escada seu maior representante) e o cinema narrativo, de personagens, agregando os temas (tempo, acaso) às alternativas de exposição. Dentro de um quadro geral simpático sobre dois momentos, Não por Acaso, por fim, sempre transita entre dois pólos pelos quais não consegue unidade, ampliação, ou simplesmente abrir mão.

Não por Acaso
de Philippe Barcinski. Roteiro de Philippe Barcinski, Fabiana Werneck Barcinski e Eugênio Puppo. Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Branca Messina, Rita Batata, Cássia Kiss, Graziella Moretto, Ney Piacentini, Cacá Amaral, Sílvia Lourenço. 102 minutos. Brasil, 2006.

Visto no HSBC Belas Artes / Sala Cândido Portinari, SP, Junho / 2007



posted by tobey, an acer at 3:40 PM

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Domingo, Junho 17, 2007
À PALAVRA



Espero conseguir organizar algumas idéias a respeito desse filme maravilhoso.



posted by tobey, an acer at 3:36 PM

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Sábado, Junho 09, 2007
FILMES DE MAIO / 2007

Os Olhos sem Rosto (1959, Georges Franju)
Hannibal - A Origem do Mal (2007, Peter Webber)
Marcas da Vida (2006, Andrea Arnold)
Homem-Aranha 3 (2007, Sam Raimi)
Transylvania (2006, Tony Gatlif)
Baixio das Bestas (2006, Cláudio Assis)
Ódiquê? (2004, Felipe Joffily)
Vermelho como o Céu (2005, Cristiano Bortone)
Lady Vingança (2005, Park Chan-wook)
Fuckland (2000, José Luis Marques)
Hércules 56 (2006, Silvio Da-Rin)
Comer, Beber, Viver (1994, Ang Lee)
A Fúria (1978, Brian De Palma)
Eu me Chamo Elisabeth (2006, Jean-Pierre Améris)
Minha Mãe Quer que eu Case (2007, Michael Lehmann)
Com as Próprias Mãos (2004, Kevin Bray)
Nascida para Ser Má (1934, Lowell Sherman)
Uma Escola de Arte Muito Louca (2006, Terry Zwigoff)
Pacto com o Demônio (2006, William Malone)
O Massacre da Serra Elétrica - O Início (2006, Jonathan Liebesman)
Venom (2005, Jim Gillespie)
Ela Dança, Eu Danço (2006, Anne Fletcher)
Invasão de Domicílio (2006, Anthony Minghella)
Vício e Beleza (2001, Lin Cheng-sheng)
Alpha Dog (2006, Nick Cassavetes)
Olhe para os Dois Lados (2005, Sarah Watt)
Marcas do Terror (2006, Takashi Miike)
O Hospedeiro (2006, Bong Joon-ho)
Um Crime de Mestre (2007, Gregory Hoblit)



posted by tobey, an acer at 3:00 PM

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Quinta-feira, Junho 07, 2007
EM JULHO




posted by tobey, an acer at 2:08 PM

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Segunda-feira, Junho 04, 2007
CÃO DO MUNDO

Um Crime de Mestre (Fracture)
de Gregory Hoblit. EUA, 2007.



Um filme com dificuldade em expor todas as suas pretensões. Há um subgênero pré-definido (o filme de tribunal) e os elementos típicos dispostos ao personagem de Ryan Gosling. A intenção, ao que parece, é mergulhar o tipo do advogado em situações que evidenciem sua postura frente ao ofício, mas que, de certa forma, desencadeiem algum tipo de questionamento por parte dele (a fim, claro, de humanizá-lo). Não é má idéia (e Gosling certamente se sai muito bem dentro do que lhe é cedido), porém as coisas caem de vez quando o roteiro tenta, a todo custo, montar um filme acessível para um público maior, priorizando um conjunto de partes sem atenção separada. Ou seja: há o elemento feminino (desenvolvido de maneira bizarra pelo diretor, com furos de lógica e clichês pequenos e desnecessários), o duelo de gigantes (que nunca se concretiza porque as personagens, juntas, destoam, não se completam; o clima é sempre de apreensão, de estranheza, prejudicando a funcionalidade narrativa) e os truques de roteiro (as piadas "refinadas", os jogos de poder - (des)tratados como pontas soltas -, o objeto-signo-fetiche e a surpresa final - bastante óbvia, aliás). Há até um par de planos bem enquadrados e bonitos e uma trilha-sonora coerente, tentativas hitchcockianas bem intencionadas, mas Hoblit ainda não me disse a que veio: são dele os igualmente insuportáveis Possuídos, Alta Freqüência e A Guerra de Hart.



posted by tobey, an acer at 11:42 PM

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Sexta-feira, Junho 01, 2007
UM LONGO CAMINHO

Alpha Dog
de Nick Cassavetes. EUA, 2006.

Alpha Dog me lembrou um pouco Half Nelson na maneira como Cassavetes consegue (e permite) olhar o clichê para além da simplificação, como uma forma desafiadora de enxergar porosidades, visibilidades e inquietações dentro de um conforto pré-moldado. A maneira como o diálogo entra, o ângulo de visão em que a câmera observa, o tempo que se leva para o corte - é isso que ajuda a definir o lugar do filme, comum ou não (e se ser um ou outro representa realmente um problema). As emoções arquitetadas pelo diretor em Alpha Dog parecem não dar espaço para julgamentos apressados (tanto ao filme quanto às suas personagens). Cassavetes trabalha muito bem a fuga e a perdição, nas personagens que parecem mesmo fugir, não pertencer àqueles hábitos, àquelas pessoas, àquele lugar (sem espaço para psicologia, mas muito aberto a possibilidades); sobretudo na forma como todos os elementos se apresentam (no corte que não desencadeia humor, mas no tempo dos planos que o extrai, do próprio ator). É um filme bastante sóbrio no processo de feitura, carinhoso com o mundo que retrata, muito bem apoiado pelo grande elenco (Sharon Stone e Ben Foster à frente). Prejudicado talvez apenas por algumas passagens injustificáveis do roteiro, gordura mesmo, como o quarto ato e boa parte dos depoimentos, que não adquirem a longevidade do restante. Exceção, claro, a última cena de Stone, entrega magistral; homenagem de um filho.




posted by tobey, an acer at 11:30 PM

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A ponte entre o cinema e a vida.