Quinta-feira, Agosto 30, 2007
EM BREVE
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posted by tobey, an acer at 12:09 AM
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Domingo, Agosto 26, 2007
A DISTÂNCIA DE CADA UM (ALGUMAS IDÉIAS CRUAS ACERCA)
Santiago foi mordomo da casa dos Salles por vinte anos da vida de João. A câmera, por exatos cinco dias, transformou-se no muro que estabeleceu a relação, diferenciada, ali travada. Joãozinho, aquele, do nascimento à infância e adolescência, é, então, um documentarista, colocando-se à frente do objeto.
Santiago é um ensaio muito particular (no sentido de privado) repleto de culpa e saudade que, através de um material bruto gravado em 1992, retoma um certo momento de ruptura na relação de João com Santiago.
Parece-me, a princípio, que João Moreira Salles parte em busca da verdade - do seu real significado: de algumas verdades (a respeito de um homem tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante, tão fascinante); talvez, de uma só, que seja (dele, do sentido de todas as coisas). A verdade que transparece é, contudo, a do cinema; mais precisamente a desmistificação do documentário como cinema-verdade. Santiago foi, por cinco dias, um ator dirigido por um cineasta. Santiago foi, deliberadamente, o que lhe foi pedido. Qualquer ficção de improviso.
Qualquer ficção que, improviso, reúna uma equipe a serviço de uma idéia, servos a favor de um serviço.
Essa frieza (improviso novamente) é um pensamento recorrente da arte de expor a arte. Não há obra que adote a uma massa uma idéia, mas sim uma conversa que acaba no bar. Santiago transparece um filme que não pretende caber a ninguém que não ao próprio criador. Não há legendas para que o leigo em espanhol compreenda a verborragia da personagem. Não há indícios, para o leigo, de quem seja, hoje, João Moreira Salles. Não há muitos caminhos, àqueles, portanto, para grandes reflexões em torno.
Guardo, por exemplo, pouca paciência para aqueles filmes do Godard em que o que parece estar mais em evidência não seja necessariamente o jogo de imagem em torno da palavra, mas sim a imagem do próprio de si mesmo. (Improviso: Histórias do Cinema, JLG por JLG.) Há algo muito claro que me chega através da cena em que vemos uma mão soltando um saco no ar: que a desconstrução de um imaginário teórico contrasta, invariavelmente, com a cautela do cineasta em se expor, mais abertamente, intimamente. A desconstrução versus a não-construção.
Talvez o que mais tenha preocupado João Moreira após ter assistido ao material editado em 1992 seja o fruto de um despreparo, pessoal e profissional. O material hoje parece lhe servir como uma conseqüência de um processo de maturação das coisas. Se, para ele, foi bom, ruim, nebuloso ainda é.
Enxergo uma necessidade aparentemente boa, uterina, de (re)organizar sentimentos, idéias e ofícios, afim de algo certamente inacabado. Santiago, de certa forma, é um momento de revisão na carreira do diretor, em que se apoiar em projetos mais pessoas seja, talvez, a única forma de exposição e discussão de pensamentos a partir do realizador.
Assisti ao filme com distanciamento, quase irritante.
Santiago 
de João Moreira Salles. Roteiro de João Moreira Salles. Fotografia de Walter Carvalho. Edição de Eduardo Escorel e Lívia Serpa. 80 minutos. Brasil, 2006.
Visto no Espaço Unibanco 3, SP, Agosto / 2007.
posted by tobey, an acer at 12:38 PM
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Sábado, Agosto 25, 2007
FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS DE SÃO PAULO
Um Ramo, 2007, de Juliana Rojas e Marco Dutra    
(Panorama Brasil 1)
24/08 - 20H00 - Cinemateca - Sala BNDES
25/08 - 19H00 - Museu da Imagem e do Som
28/08 - 20H00 - CineSesc
30/08 - 16H00 - Centro Cultural São Paulo
(Programa Semana da Crítica)
24/08 -18H00 -Unibanco Arteplex
24/08 -22H00 -Unibanco Arteplex
26/08 -20H00 -CineSesc
28/08 -19H00 -Espaço Unibanco de Cinema
02/09 -20H30 -Esporte Clube Pinheiros
Site Kinofórum.
Ainda sem muitas palavras, o filme é imperdível.
posted by tobey, an acer at 1:06 PM
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Domingo, Agosto 12, 2007
FILMES DE JULHO / 2007
Entre vistos e revistos:
Zodíaco (2007, David Fincher)   
O Despertar de uma Paixão (2006, John Curran)
O Tango de Rashevski (2003, Sam Garbarski) 
Shrek Terceiro (2007, Chris Miller / Raman Hui)
Ratatouille (2007, Brad Bird)
Quando Paris Alucina (1964, Richard Quine) 
Treze Homens e um Novo Segredo (2007, Steven Soderbergh)  
Além do Desejo (2006, Pernille Fischer Christensen) 
O Buraco (1998, Tsai Ming-liang)  
Quatro Estrelas (2006, Christian Vincent)
Paixão de Fortes (1946, John Ford)   
A Primeira Noite de Tranqüilidade (1972, Valerio Zurlini)   
As Tentações do Irmão Sebastião (2006, José Araújo) 
Premonição 3 (2006, James Wong)
Saneamento Básico, o Filme (2007, Jorge Furtado)
Qué Tan Lejos (2006, Tania Hermida) 
Us / Nosotros (2007, José Eduardo Alcázar)
Algo como a Felicidade (2005, Bohdan Slama)  
posted by tobey, an acer at 11:08 PM
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FILMES DE JUNHO / 2007
Entre vistos e revistos:
Estrada da Morte (2006, Larry Cohen) 
O Estado das Coisas (1981, Wim Wenders) 
Escola de Idiotas (2006, Todd Phillips)
Bem-Vindo à Selva (2003, Peter Berg)  
Gigolô Americano (1980, Paul Schrader) 
Vidas em Jogo (1997, David Fincher) 
Um Lugar na Platéia (2006, Danièle Thompson) 
Princesas (2005, Fernando León de Aranoa)  
Seven - Os Sete Crimes Capitais (1995, David Fincher)
Extermínio 2 (2007, Juan Carlos Fresnadillo) 
Inesquecível (2007, Paulo Sérgio de Almeida)
12 Homens e uma Sentença (1957, Sidney Lumet)  
Escola do Riso (2004, Mamoru Hosi) 
Não por Acaso (2006, Philippe Barcinski) 
Premonições (2007, Mennan Yapo) 
A Vida Secreta das Palavras (2005, Isabel Coixet) 
Cão sem Dono (2007, Beto Brant / Renato Ciasca)  
Zodíaco (2007, David Fincher)   
Clube da Luta (1999, David Fincher) 
Sexta-Feira 13 (1980, Sean S. Cunningham) 
O Amor Não Tira Férias (2006, Nancy Meyers)
Meteoro (2007, Diego de la Texera)
Confidencial (2006, Douglas McGrath) 
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007, Tim Story) 
posted by tobey, an acer at 10:48 PM
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