THE BRIDGE


MELHORES DE 2007

  1. Nunca É Tarde para Amar
  2. Ponte para Terabítia
  3. Maria
  4. Hairspray - Em Busca da Fama
  5. Comédia do Poder
  6. Proibido Proibir
  7. Em Busca da Vida
  8. Zodíaco
  9. Medos Privados em Lugares Públicos
  10. Dreamgirls - Em Busca de um Sonho
  11. Pro Dia Nascer Feliz
  12. Possuídos
  13. As Leis de Família
  14. Person
  15. Alpha Dog
  16. Eu me Chamo Elisabeth
  17. As Aventuras de Azur e Asmar


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Sexta-feira, Novembro 16, 2007
31a. MOSTRA - POST 5



Vocês, os Vivos (Du Levande)
de Roy Andersson. Suécia / França, Alemanha, Dinamarca, Noruega, 2007.

O início, quando uma pequena tragédia cotidiana vira um musical fora dos padrões, é um prenúncio para a norma que percorrerá o filme. A curva é descendente. Vocês, os Vivos é composto por algumas dezenas de esquetes com câmera estática, extraindo humor de situações improváveis e debochando de certos costumes e sentimentos presentes nas relações (egocentrismo, crueldade, hostilidade). O diretor Roy Andersson, vindo da publicidade, reflete nos cenários a melancolia presente nas personagens, utilizando-os ainda como dispositivo para que o espectador se distancie da narrativa e navegue por um mundo de trombones e insustentabilidade.

Sombras (Senki)
de Milcho Manchevski. Macedônia / Alemanha / Itália / Bulgária / Espanha, 2007.

Zoo
de Robinson Devor. EUA, 2007.

Cristóvão Colombo - O Enigma
de Manoel de Oliveira. Portugal / França, 2007

Manoel de Oliveira deve estar se divertindo como nunca. Seus filmes, cada vez mais fechados e pessoais, revelam um cineasta cuja lucidez e harmonia transparecem com frescor a cada novo projeto. Estruturalmente, Cristóvão Colombo é um filme muito simples. Um médico (Ricardo Trepa), fascinado pela figura de Colombo, viaja com a mulher (Leonor Baldaque), por Portugal e pelos EUA, a fim de descobrir a verdadeira origem do navegador, a qual acredita ser portuguesa. Décadas mais tarde, continuamos com o casal, agora interpretados por Manoel e sua mulher, Maria Isabel de Oliveira. Com a habitual leveza, o diretor nos convida para um resgate cultural. O caminho é cheio de questionamentos, mágoas e vestígios de uma história que parece esquecida por seu povo.

Bamako
de Abderrahmane Sissako. Mali / EUA / França, 2006.

Estação Seca (Daratt)
de Mahamat-Saleh Haroun. França / Bélgica / Chade / Áustria, 2006.

A Questão Humana (La Question Humaine)
de Nicolas Klotz. França, 2007.

O psicólogo Simon (Mathieu Amalric, sempre excelente) trabalha no departamento de recursos humanos de uma corporação petroquímica. Um dia, o vice-presidente do local pede para que ele investigue a vida do presidente da companhia, por suspeita de insanidade mental. Tudo em A Questão Humana gira em torno das formas de tratamento entre os seres humanos dentro da sociedade. Uma banda entretendo o público em uma rave, um psicólogo atendendo pacientes dentro de uma empresa, a relação afetiva de um casal de amantes – a partir de situações banais do cotidiano, o filme surpreendemente evolui abordando uma das maiores vergonhas de toda existência, de forma a fechar um quadro de sofrimento e agonia inevitavelmente colados à existência.

Padre Nuestro
de Christopher Zalla. EUA, 2007.



Atrizes (Actrices)
de Valeria Bruni Tedeschi. França, 2007.

Este segundo longa de Valeria Bruni Tedeschi (mais conhecida no Brasil por sua grande atuação em O Amor em 5 Tempos, de François Ozon) acompanha o dia-a-dia de crise de uma atriz (a própria Tedeschi) no momento em que ensaia sua nova peça. A diretora se mostra muito atenta aos detalhes dos atores em seus momentos de impulsividade e na maneira como essas pequenas demonstrações de tristeza, neurose e carência constroem a narrativa gradualmente. O humor lembra muito o de Woody Allen - há até uma passagem em que o diretor é claramente evocado, ao som de jazz. Um filme inspirado, divertido e com um elenco excelente.

Sonic Mirror
de Mika Kaurismaki. Suíça / Finlândia / Alemanha, 2007.



posted by tobey, an acer at 1:28 PM

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Terça-feira, Novembro 13, 2007
31a. MOSTRA - POST 4

Peço desculpas. Essa foi, de longe, a Mostra mais problemática de todas. Por motivos de insônia, cansaço e saco cheio extremos, desisti de pelo menos 20% dos filmes no dia da exibição (com o ingresso no bolso). Para não passar em branco, coloco (de dez em dez) as cotações e um texto pequeno dos meus favoritos (escrito originalmente para a Shopping Cine & Vídeo):



Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited)
de Wes Anderson. EUA, 2007.

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile)
de Cristian Mungiu. Romênia / França, 2007.

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto (Before the Devil Knows You're Dead)
de Sidney Lumet. EUA, 2007.

Quanto menos o espectador souber a respeito da trama, melhor. O veterano Sidney Lumet (12 Homens e uma Sentença / Rede de Intrigas / Um Dia de Cão) ergue a narrativa a partir de um assalto, apoiando-se em uma eficiente manipulação do tempo para entregar detalhes da trama por diversos ângulos e perspectivas. O filme é, entre outras coisas, um olhar acerca da conexão direta ou indireta entre os seres humanos, não só por laços (afetivos e / ou familiares), como também pelas consequências de seus atos (ação / reação). O grande elenco (Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei, Albert Finney) serve de forma soberba a este sombrio retrato da fragilidade e incerteza dos tempos atuais.

Brand Upon the Brain
de Guy Maddin. Canadá / EUA, 2007.

Screamers (Carla Garapedian)
de Carla Garapedian. Reino Unido, 2007.

De Volta à Normandia (Retour en Normandie)
de Nicholas Philibert. França, 2007.

Em 1975, o diretor René Allio rodou um filme, com atores não profissionais, a respeito de alguns assassinatos ocorridos na região francesa da Normandia, até então há 140 anos. Nicolas Philibert (Ser e Ter), que trabalhou durante as filmagens como assistente, volta ao local à procura dos atores que ainda estão vivos. Entre a época passada, os diferentes rumos tomados por cada um e tantas memórias, o diretor versa sobre temas decorrentes do fato que gerou o(s) filme(s) e presentes no próprio ato de sua ficcionalização: a animalidade, inerente ao homem, sua proximidade e relação direta com os seres.

A Via Láctea
de Lina Chamie. Brasil, 2007.

Perdido em Pequim (Ping Guo)
de Li Yu. China, 2007.

Um Amor Jovem (The Hottest State)
de Ethan Hawke. EUA, 2006.

Não Toque no Machado (Ne Touchez pas la Hache)
de Jacques Rivette. França / Itália, 2007.



Um caso de amor e um jogo de sedução entre um general e uma duquesa, na Paris de 1820. O veterano Rivette adora teatro e, aqui, sobrepõe duas encenações para refletir sobre a natureza das verdades: a primeira, caracterizada pela difícil relação entre os protagonistas; a segunda, distanciando a figura do ator da respectiva personagem. A resistência ao amor, a agonia dos amantes e toda uma teia de interesses e sentimentos são tratados como grandes conceitos dentro de um universo lúdico e lúcido. A tradicional beleza da composição de quadros do diretor é entrelaçada com letreiros que tornam as passagens de tempo harmônicas e bem humoradas.



posted by tobey, an acer at 1:22 PM

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Domingo, Novembro 04, 2007
O VENTO NOS LEVARÁ


posted by tobey, an acer at 3:01 PM

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Peço desculpas pela falta de atualizações. O momento é bastante complicado.



posted by tobey, an acer at 2:57 PM

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A ponte entre o cinema e a vida.